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Incêndios: 2026 é ano de risco extremo, com fogos em níveis inéditos e “El Niño” a agravar ameaça

Só entre janeiro e abril já arderam cerca de 150 milhões de hectares de floresta em todo o mundo, mais 50% do que a média registada neste período nos últimos anos

As alterações climáticas e o fenómeno El Niño impulsionaram a uma escala inédita o número de incêndios florestais em 2026. Só nos primeiros quatro meses do ano arderam cerca de 150 milhões de hectares em todo o mundo, mais 50% do que a média registada para este período e mais 20% do que o recorde anterior, estabelecido desde o início da monitorização global em 2012. Os números fazem parte de um balanço divulgado esta terça-feira pelo World Weather Attribution (WWA).

Só em África já foram destruídos mais de 85 milhões de hectares, o número mais alto alguma vez registado nestes quatro meses, desde que esta monitorização começou a ser feita, em 2012. Em vários países africanos, como o Mali, a Mauritânia ou o Senegal, o volume de área ardida não tem precedentes. A alternância de períodos de chuvas fortes, que fazem crescer a vegetação, com períodos de grande seca, propícios a fogos, provoca o chamado “efeito chicote climático”, que está a potenciar os incêndios na savana.

Segundo dados do Sistema Global de Informação sobre Incêndios, entre 1 de janeiro e 6 de maio deste ano arderam mais 53 milhões de hectares do que a média registada no mesmo período nos últimos 13 anos.

El Niño agrava perigo

É sabido que as alterações climáticas fazem aumentar a ocorrência de incêndios extremos. E o cenário deverá agravar-se ainda mais com a provável chegada do fenómeno El Niño, que tem origem no Oceano Pacífico e começa habitualmente na primavera, afetando a temperatura e o clima em todo o mundo.

Caso chegue em força, os especialistas alertam que a probabilidade de ocorrerem incêndios extremos será a mais elevada de sempre, uma vez que o nível de aquecimento do planeta nunca foi tão alto.

“A probabilidade de incêndios extremos e perigosos pode ser potencialmente a mais elevada da história recente se se desenvolver um El Niño forte”, afirmou Theodore Keeping, académico da universidade britânica Imperial College London, durante a apresentação aos jornalistas. Friederike Otto, outro investigador da instituição, sublinhou que esse desenvolvimento, combinado com a tendência para as alterações climáticas, resultaria em “extremos climáticos sem precedentes”.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o clima na Terra está hoje “mais fora de equilíbrio do que em qualquer momento da história” e tudo indica que 2026 será um dos anos mais quentes de sempre.

Fonte: Expresso.pt

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100 dias depois da “Kristin” e o verão à porta: é mesmo preciso ter um kit de emergência em casa?

Com o carrossel de tempestades, especialistas e forças de segurança recomendaram aos portugueses a criação de kits de emergência. O conselho ainda se mantem: “As pessoas têm de conseguir garantir a autossuficiência temporária em situações de catástrofe”

A tempestade “Kristin” obrigou as famílias a repensar a forma como se preparam para o inesperado. Nos dias que se seguiram à intempérie, foram várias as casas que passaram a ter kits de emergência. Mas há quem ainda não saiba como se preparar para este tipo de fenómenos. Ainda assim, 100 dias depois, a adoção de “medidas preventivas” continua a ser recomendada. “É um dever cívico e familiar as pessoas prepararem-se para responder às catástrofes naturais”, defende a economista da Deco, Ana Passos.

Mas como? O primeiro passo é garantir alguma autossuficiência temporária. “Em situações de catástrofe, os serviços de emergência podem estar fraturados e as famílias têm de estar prevenidas para sobreviver, sobretudo, nas primeiras 72 horas”, explica a especialista. Isto passa pela “constituição de um kit de emergência”, que deve ser encarado como “uma unidade de cuidados imediatos”.

Os kits devem ser pensados para cenários de “evacuação rápida”. “Em caso de cheias ou outras catástrofes, as pessoas têm de ser capazes de agarrar nas mochilas e sair”, retrata Ana Passos. Por isso, recomenda-se que sejam guardadas em segurança, por exemplo, em locais mais acessíveis e próximos da saída de casa.

kit tem ainda de ser criado, prevendo-se falhas de energia. E para estas situações é fulcral a existência de lanternas, de rádios, power banks e de pilhas. “É ainda importante considerar comida não perecível, água potável, medicamentos, mantas térmicas e agasalhos”, acrescenta.

As pessoas são igualmente aconselhadas a reunir os documentos mais importantes — como cópias dos cartões de cidadão, boletins de vacinas, receitas médicas, de seguros, da escritura da habitação e cópias dos contratos de arrendamento — e guardá-los em sacos impermeáveis dentro das mochilas. Junto a estas informações devem ainda constar contactos úteis, quer de familiares, companhias de seguro, autoridades, como dos bancos, descreve Ana Passos.

Além disso, é ainda indicado guardarem nas mochilas uma foto de rosto de cada membro do agregado familiar, um inventário dos bens que têm em casa e uma chave suplente do carro e da habitação.

A esta lista, a Guarda Nacional Republicana (GNR) adiciona um kit básico de primeiros socorros, calçado resistente, produtos de higiene pessoal e sacos de lixo, e ainda um apito, canivete e um mapa. Já a Cruz Vermelha propõe um kit que engloba adicionalmente uma pulseira multifunções, barras luminosas e um espelho para sinalização, uma garrafa e pastilhas de purificação de água.

Dinheiro vivo e pé-de-meia

Será conveniente também ter dinheiro vivo para as primeiras 72 horas. Cerca de 70 a 100 euros por pessoa para necessidades imediatas”. Idealmente, reforça a especialista, em “moedas e notas pequenas”.

No entanto, estas quantias poderão não ser suficientes para que todos consigam responder às despesas mais avultadas. E, para estas situações, as famílias deveriam ter um pé-de-meia. “Pode ser preciso dinheiro para as necessidades não imediatas: para alojamento temporário ou até para franquias de seguro”, exemplifica a especialista, explicando que “o ideal” é que cada família tenha um fundo de emergência equivalente a três a seis meses de despesas, “facilmente mobilizável”.

Nas casas em que há animais de estimação, também poderá ser necessário preparar um kit de sobrevivência específico – com bens essenciais e a documentação mais importante.

Depois de os kits estarem preparados, o foco terá de passar pelos seguros de habitação e de vida. “As pessoas têm de verificar se os seguros de habitação cobrem tempestades, inundações ou fenómenos sísmicos, se a cobertura está ativa e quais as franquias, já que, normalmente, neste tipo de seguros o que está coberto são os incêndios”. Quanto ao seguro de vida, precisam de perceber em que situações é acionada a cobertura e se estão definidos os beneficiários na apólice.

Uma outra medida que não pode escapar é o planeamento de “locais de encontro” para que todos se consigam reunir caso não estejam em casa no momento em que os fenómenos naturais batem à porta.

As pessoas devem ainda “ter o cuidado” de rever o kit de emergência de seis em seis meses e verificar a validade dos produtos alimentares.

Ana Passos deixa mais conselhos para o pós-catástrofe. Os cidadãos são aconselhados a documentar os danos causados nas respetivas habitações e a avisar as seguradoras “o mais depressa possível”. “Quem tem crédito à habitação, deverá contactar imediatamente o banco e informá-lo da situação, explicando que poderá haver o risco de incumprimento, uma vez que existem mecanismos legais que poderão ajudar”, aponta.

E alerta ainda para o uso dos cartões de crédito: “Deve-se evitar recorrer ao cartão de crédito, porque é o crédito mais caro que existe em Portugal. Mesmo em situação de necessidade ou emergência, o melhor é recorrer ao fundo de emergência”.

Fonte: Expresso.pt

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Médio Tejo debate resposta do SNS a fenómenos climáticos extremos

Seminário online gratuito, a 8 de maio, reúne saúde, proteção civil e autarquias. Em destaque: modelo preditivo local e plano de resposta coordenada a intempéries.

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo promove na sexta-feira, 8 de maio, uma conferência online dedicada à antecipação e resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a fenómenos climáticos extremos, anunciou a organização.

A iniciativa, organizada pela Unidade de Saúde Pública da ULS Médio Tejo, com sede em Torres Novas, distrito de Santarém, pretende “promover a reflexão e a partilha de conhecimento sobre a capacidade de preparação do SNS perante fenómenos extremos”, como tempestades, cheias ou ondas de calor, refere a entidade, em comunicado.

Segundo a organização, o seminário colocará em destaque o trabalho desenvolvido na região, nomeadamente “um modelo preditivo local de temperaturas extremas” e um plano de coordenação que articula o SNS com proteção civil, autarquias e setor social.

“Este plano permite uma resposta mais coordenada às diferentes dimensões e consequências destes eventos climatéricos, cada vez mais frequentes”, indica a mesma fonte.

O encontro surge após episódios recentes de mau tempo que afetaram a região e o país, associados ao chamado “comboio de tempestades”, reforçando a necessidade de preparação dos serviços de saúde para situações de crise.

De acordo com a ULS Médio Tejo, o programa abordará temas como sistemas de alerta, modelos de previsão e planos de resposta sazonal, incluindo a experiência concreta da região na resposta às recentes intempéries.

A conferência contará com a participação de responsáveis institucionais da área da saúde, proteção civil e ordens profissionais, entre os quais a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.

A organização sublinha que a iniciativa visa também “reforçar o papel da Saúde Pública na antecipação de riscos, na preparação dos serviços e na articulação entre entidades”, contribuindo para uma resposta mais eficaz do SNS aos impactos das alterações climáticas na saúde.

A participação no seminário é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, através de um formulário online disponibilizado pela organização.

A ULS Médio Tejo gere três hospitais — Abrantes, Tomar e Torres Novas — e 35 unidades de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170 mil utentes nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei, nos distritos de Santarém e Castelo Branco.

 

Fonte: Observador.pt

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Simular o futuro

Simular o futuro

Conheça o site que mostra a simulação da sua casa depois de ser atingida por desastres naturais

O projeto This Climate Does Not Exist foi criado por um grupo de investigadores do Instituto de Inteligência Artificial do Quebec, no Canadá.

Com a ideia de mostrar ao mundo uma perspetiva pessoal de como é estar no meio de um desastre natural conseguiram desenvolver uma inteligência Artificial (IA) capaz de simular os efeitos de um desastre natural dentro da casa do próprio utilizador. Nascido em 2019, este projeto ganhou seu próprio website em 2021 e tem-se expandido aos poucos.

Utilizar esta ferramenta disponibilizada pelo This Climate Does Not Exist é bastante simples.
Logo na entrada do website, o projeto oferece um breve resumo sobre a intenção da iniciativa. Logo de seguida, deve clicar no botão de “start”, para iniciar a experiência.

Depois de selecionar um qualquer lugar à sua escolha — de preferência algum com o qual tenha alguma conexão pessoal, a ferramenta irá pedi-lhe para que escolha qual fenómeno que quer ver representado nas fotografias. São três opções: cheias, incêndio ou poluição.

Dependendo da sua escolha, o site irá fornecer mais informações sobre o impacto desse tipo de desastre ao redor do mundo.
Por exemplo, o utilizador pode até acabar por descobrir que 40% da floresta amazónica corre o risco de se tornar uma savana devido aos incêndios e queimadas.

site: 
https://thisclimatedoesnotexist.com/

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Leonardo DiCaprio produz documentário sobre o incêndio de Pedrógão Grande

Leonardo DiCaprio produz documentário sobre o incêndio de Pedrógão Grande

O actor e ativista ambiental Leonardo DiCaprio é o responsável pela produção do filme From Devil’s Breathe, um documentário da série The Topping Point, e que vai ter como tema os incêndios de Pedrógão Grande, em 2017.
Outros notáveis que contribuem para este filme incluem o compositor nomeado para o Emmy® Patrick Jonsson e a fotógrafa / fotojornalista vencedora do Prêmio Pulitzer, Lynsey Addario.
BASTILLE, cinco vezes premiada com o Brit Award e duas vezes nomeada para os Grammy®, escreveu a canção original HOPE FOR THE FUTURE especificamente para o filme.
“Como pai de um filho pequeno, este foi um filme profundamente emocionante de fazer.
Testemunhar em primeira mão como a emergência climática está destruindo inúmeras vidas deixou-me uma marca visceral e forçou-me a pensar muito sobre o mundo que estamos a construir. Ao mesmo tempo, no entanto, este também foi um filme extremamente inspirador de se fazer.
Ver a resiliência de pessoas como Nadia Piázza e Vitor Neves reconstruindo suas vidas após uma tragédia inimaginável e aprender sobre o potencial do movimento de restauração como parte fundamental da solução para os desafios da crise climática encheu-me de otimismo.
Estou muito orgulhoso do filme que fizemos e emocionado por fazer parceria com a TIME Studios e a equipe da Appian Way”, disse o realizador Orlando von Einsiedel.

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ONU alerta para aquecimento global catastrófico

ONU alerta para aquecimento global catastrófico

Os compromissos assumidos pelos Estados signatários do Acordo de Paris estão a conduzir o mundo a um aquecimento global “catastrófico” de mais 2,7 graus, longe do objetivo de 1,5 graus para limitar os efeitos destrutivos da alteração do clima, alertou esta sexta-feira a ONU.

A seis semanas da conferência mundial da ONU sobre alterações climáticas (COP26), um relatório que avalia os compromissos nacionais de 191 países, “mostra que o mundo está num caminho catastrófico para um aquecimento de 2,7 graus”, declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Relatório

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O Médio Oriente está a ficar sem água

O Médio Oriente está a ficar sem água

O Médio Oriente está a ficar sem água e algumas partes ficarão rapidamente inabitáveis
 
As balsas e barcos que transportavam turistas no lago Urmia, no Irão, de e para as suas ilhotas estão agora enferrujados, incapazes de se mover, naquela que está rapidamente a tornar-se uma planície de sal.
Apenas duas décadas atrás, o lago Urmia era o maior lago do Médio Oriente, a sua economia local prosperava tendo até um centro turístico com hotéis e restaurantes.
O desaparecimento do Lago Urmia foi rápido. O seu tamanho caiu para mais da metade – de 5.400 quilómetros quadrados (2.085 milhas quadradas) na década de 1990 para apenas 2.500 quilómetros quadrados (965 milhas quadradas) hoje – de acordo com o Departamento de Proteção Ambiental do Oeste do Azerbaijão, uma das províncias iranianas onde o lago está localizado.
Agora existem reais preocupações de que o lago desapareça completamente.
Este é apenas um dos problemas que são comuns em muitas partes do Oriente Médio – onde a água simplesmente está a desaparecer.
A região tem testemunhado secas persistentes e temperaturas tão altas que mal se adaptam à vida humana.
Acrescente-se as mudanças climáticas à má gestão, ao uso excessivo da água e as projeções para o futuro da água nesta região são sombrias.
Alguns países do Oriente Médio, incluindo Irão, Iraque e Jordânia, estão bombeando grandes quantidades de água do solo para irrigação.
Ao mesmo tempo toda a região regista uma diminuição acentuada das chuvas.
Tanto o declínio das chuvas quanto o aumento da demanda nesses países causa o seca muitos rios, lagos e pântanos.
As consequências de a água se tornar ainda mais escassa são terríveis:
vastas áreas podem tornar-se inabitáveis;
aumentam as tensões sobre a partilha e gestão dos recursos hídricos;
a economia fica abalada e gera violência política.
Prevê-se que os invernos do Oriente Médio ficarão mais secos à medida que o mundo aquece e, embora os verões sejam mais húmidos, o calor deve compensar seus ganhos de água, de acordo com as últimas projeções de cientistas publicadas no início deste mês pelo Painel Intergovernamental para o Clima, da ONU.
Na Jordânia, um dos países com maior stress hídrico do mundo, as pessoas já se acostumaram a viver com muito pouca água.
Um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que este país terá que reduzir para metade o seu uso per capita de água até o final do século. A maioria dos habitantes viverá com 40 litros por dia, para todas as suas necessidades – beber, tomar banho e lavar roupa e loiça, por exemplo.
O americano médio hoje usa cerca de 10 vezes esse valor.
Níveis de stress hídrico em 2030 (projeção mais otimista)
A Jordânia tem pouca escolha a não ser comprar grandes quantidades de água a Israel, que tem um enorme programa de dessalinização, no qual remove o sal da água do mar para torná-la própria para consumo humano. Mas a dessalinização é um processo que consome muita energia – energia que ainda não é verde e renovável e só contribui ainda mais para o aquecimento global, um dos principais impulsionadores da escassez de água em primeiro lugar.
Como o clima continua a aquecer e a água escasseia, parte da solução no Médio Oriente terá de envolver a redução do uso de água na agricultura.
Isso também pode significar mudar o tipo de alimentos que os produtores cultivam e exportam.
As mudanças e tensões serão inevitáveis. Será necessário adaptar, dentro do possível, para mitigar os danos.

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Ondas de Calor

ondas de calor

Ondas de calorUma onda de calor corresponde a um período de alguns dias da época estival, com temperaturas máximas superiores à média usual para essa época. Por este motivo podem ocorrer situações potencialmente graves. Conheça algumas das ações que podem ser tomadas, para atenuar este fenómeno, cada vez mais recorrente.Antes

  • Para estar convenientemente preparado, tenha sempre por perto o seu kit ou mochila de emergência.
  • Identifique familiares, amigos ou vizinhos, na sua área de residência, que estejam em grupos de risco mais elevado. Idosos, crianças, doentes não acompanhados e obesos, que possam necessitar de ajuda adicional.
  • Verifique o seu kit de primeiros socorros e saiba como tratar ou atenuar as emergência relacionadas com o calor extremo.
  • Prepare e mantenha um stock razoável de água engarrafada.
  • Reduza a entrada de luz solar das áreas com maior exposição ao Sol.
  • Se tiver ar condicionado, verifique o seu estado de funcionamento.

Durante

  • Ingira água ou outros líquidos não açucarados com regularidade, mesmo que não sinta sede.
  • Se tem idosos em casa, faça-os beber pelo menos mais um litro de água por dia do que fazem regularmente.
  • Procure manter-se dentro de casa ou em locais frescos.
  • Em casa, durante o dia, abra as janelas e mantenha as persianas fechadas, de modo a permitir a circulação de ar. Durante a noite abra bem as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça.
  • Vista roupas leves de algodão e de cores claras. As cores escuras absorvem maior quantidade de calor.
  • Evite fazer exercício físico ou outras atividades que exijam muito esforço.
  • Evite estar de pé durante muito tempo, especialmente em filas e ao sol.
  • Não beba bebidas alcoólicas; são absorvidas rapidamente num organismo desidratado, podendo levar a estados de embriaguez com maior facilidade.
  • Um pequeno duche de água tépida arrefece o corpo rapidamente, aumentando o seu conforto.
  • Se necessitar de sair de casa durante o dia,  use chapéu, óculos escuros e cremes de proteção solar.
  • Se necessitar de viajar faça-o nas horas de menos calor, ou à noite. Leve sempre água consigo.
  • Fique em casa, tanto quanto possível e reduza qualquer actividade que implique exposição ao Sol.
  • Esteja atento às informações prestadas pela Comunicação Social e entidades Oficiais.

Saber mais

Obtenha informação adicional através dos seguintes links:

Autoridade Nacional de Proteção Civil

Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Direção Geral da Saúde

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Paris vai plantar florestas urbanas para combater calor

Para reduzir o calor e melhorar a qualidade do ar da capital parisiense, que tem vindo a bater recordes de temperatura neste verão europeu, a Presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, anunciou um projeto de 72 milhões de euros com o objetivo de plantar florestas urbanas ao redor de algumas das principais regiões da cidade.

Os novos parques e jardins devem abranger uma área de 30 hectares, com o plantio de 20 mil árvores até o final de 2020. Atualmente, apenas 9,5% da capital possui cobertura de vegetação.

Na fase inicial foram escolhidos quatro locais da cidade para receber as florestas urbanas: Hôtel de Ville, L’opéra Garnier, Gare de Lyon e as margens do Rio Sena.

Um projeto específico para a Torre Eiffel também foi desenvolvido, especificamente para a realização dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Mais árvores, jardins e relvados serão plantados ao redor da mais famosa atração turística do país.

“Temos a obrigação de agir agora para evitar que essa cidade se torne impossível de habitar”, disse Hidalgo, em entrevista ao Le Parisien.Mochilas emergência