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Pragas de gafanhotos podem ter utilidade

Pragas de gafanhotos

Pragas de gafanhotos podem ter utilidade

As comunidades quenianas estão a sofrer algumas das piores pragas de gafanhotos dos últimos 50 anos.
Especialistas já associaram o fenómeno a padrões climáticos incomuns exacerbados pelas mudanças climáticas.

Numa tentativa de ajudar estas comunidades a reduzir o impacto das infestações que destroem as suas culturas e meios de subsistência, uma startup chamada ‘The Bug Picture’ está a fornecer um incentivo às populações para apanhar os insetos à noite.

A empresa,  paga às comunidades locais para colher os insetos e, depois de moídos, serem utilizados em ração animal rica em proteínas e também fertilizante orgânico para posterior comercialização.

A utilização dos insetos, como alimento para humanos,  é já utilizada em alguns países asiáticos e decorrem vários estudos e experiências para a introdução generalizada deste tipo de alimento nas sociedades ociedentais.

A ‘Bug Picture’ trabalha atualmente com comunidades no centro do Quênia – em torno das regiões de Laikipia, Isiolo e Samburu – uma área que é particularmente afetada pelas pragas.

“Estamos a tentar criar esperança numa situação dramática e ajudar essas comunidades a alterar sua perspetiva no sentido de ver estes insetos como uma cultura sazonal que pode ser colhida e trocada por dinheiro”, disse Laura Stanford, fundadora do The Bug Picture.

Saber mais
https://www.weforum.org/agenda/2021/03/locust-plague-africa-kenya-innovation-start-up-bug-picture-climate-change

Mochilas de Emergência

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Aplicações que deve ter no seu telefone em caso de emergência

Aplicações que deve ter no seu telefone em caso de emergência

O telemóvel pode ser o seu grande aliado numa emergência

Se o seu telemóvel está quase sempre ao seu lado, porque não tirar o máximo partido dele e instalar algumas aplicações que podem ser muito úteis numa situação de emergência.
Existem centenas de aplicativos, e todos os dias são lançados mais alguns.
De seguida deixamos os tópicos junto com alguns exemplos que nos pareceram interessantes.

1 – Fornecer informação crucial
ICE – In Case of Emergency

ICEICE é um acrônimo para “Em caso de emergência”.
Adicionar um aplicativo ICE  (em caso de emergência) ao seu telefone é simples e gratuito.
Atualmente, a maioria dos smartphones até já vem com este recurso que permite inserir dados pessoais de emergência que podem ser vistos, mesmo com o telemóvel bloqueado, incluindo contatos de emergência, doenças, alergias e outras informações médicas relevantes.

Mesmo que não consiga falar, se o seu telemóvel tiver essa valência, qualquer pessoa do socorro poderá ver a informação.

Descarregar o aplicativo

Se tem um smartphone pode baixar um dos vários aplicativos para In case Of Emergency, que o ajudam a configurar rapidamente as suas informações ICE, mesmo se o telefone estiver bloqueado.
Na sua loja de downloads procure por ICE – In Case of Emergency e encontrará várias opções. Todas gratuitas. Siga as instruções, que geralmente são muito fáceis, para adicionar o aplicativo.

Saiba mais sobre ICE

2 – Ajudar e Socorrer
Aplicações de Primeiros Socorros

É muito comum a ideia de que prestar os primeiros socorros é só para os médicos e profissionais de saúde.
Na verdade isso acontece porque muitas pessoas desconhecem o que fazer quando é necessário prestar primeiros socorros a alguém, até à chegada dos profissionais de emergência médica. Também aqui existem centenas de aplicativos. Vejamos alguns exemplos:

  • Aplicativo Primeiros Socorros Drauzio Varella

Este aplicativo tem algumas vantagens relativamente a outros.
Está em português (do Brasil), os casos de emergência estão bem identificados por categorias e é muito fácil de encontrar o que se deseja. Tem ainda uma outra vantagem. Existe uma narração bem explicita sobre o que fazer para cada situação.
Desta forma poderá ir ouvindo e fazendo.

Tem informações sobre como prestar socorro em mais de 20 situações: AVC, afogamentos,  choques elétricos, corpos estranhos, cortes, engasgamentos, fraturas e entorses,  insolação, picadas e mordidas de animais, etc.. Apenas um senão, o número de emergência não é o europeu.
Saiba mais sobre esta APP e como fazer o download neste link:
https://drauziovarella.uol.com.br/aplicativo-primeiros-socorros-drauzio-varella/

3 – Estar informado
Aplicações para alertas de Emergências e Desastres

Numa emergência é importante ter a sua mochila pronta, com água potável, alimentos não perecíveis, lanternas, carregadores, etc. Mas estar informado sobre a ocorrência de um desastre ou catástrofe natural, irá ajudá-lo a tomar decisões e a minimizar os danos.

Tendo em conta a rapidez e a imprevisibilidade de alguns destes fenómenos, o que já estiver instalado no seu telefone pode ser valioso. Muitos dos aplicativos de alerta funcionam tanto online quanto offline e permitem-lhe obter ajuda e informações importantes antes e durante e depois de um evento de emergência.

exemplos:

  • Disaster Alert

O Desaster Alert é um aplicativo gratuito que fornece as informações mais relevantes necessárias para que se mantenha seguro em qualquer lugar do mundo. Construído na plataforma DisasterAWARE® do PDC, o Disaster Alert ™ oferece atualizações quase em tempo real sobre 18 tipos diferentes de perigos ativos à medida que se desenvolvem ao redor do mundo. Fácil de utilizar e de personalizar. Pode até alterar para língua portuguesa.

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Sabe o que significa I.C.E. no seu telemóvel?

Sabe o que significa I.C.E. no seu telemóvel?

ICE é um acrônimo para “Em caso de emergência”.

Como surgiu a ideia?

O conceito foi criado em 2005 pelo paramédico britânico Bob Brotchie após os atentados no metro de Londres.
Ele observou que muitos dos feridos não conseguiam falar para dizer quem eram, deixando os paramédicos e a polícia dependentes dos telefones celulares das vítimas para obter informações.
Ocorreu-lhe então que deveria haver uma maneira simples e uniforme para que a polícia, bombeiros e paramédicos pudessem usar os telefones celulares para encontrar todas as informações médicas de que possam precisar no caso de uma emergência, como seu histórico médico.
Isso inclui, por exemplo, as informações de seus familiares imediatos e médicos que devem ser contatados, uma lista de seus medicamentos e quaisquer alergias e condições médicas conhecidas.

Foi assim que nasceu o ICE (in case of emergency).

Como adicionar a informação ao seu telemóvel?

ICEAdicionar “em caso de emergência” (ICE) ao seu telefone é simples e gratuito.
Atualmente, a maioria dos smartphones vem com um recurso que permite inserir dados ICE que podem ser vistos, mesmo com o telemóvel bloqueado, incluindo contatos de emergência e informações médicas importantes.

Mas mesmo que o seu telemóvel não tenha essa valência, existem maneiras fáceis de contornar isso.

Descarregar a app

Se tem um smartphone pode baixar um dos vários aplicativos para In case Of Emergency, que o ajudam a configurar rapidamente as suas informações ICE, mesmo se o telefone estiver bloqueado.
Na sua loja de downloads procure por ICE – In Case of Emergency e encontrará várias opções. Todas gratuitas. Siga as instruções, que geralmente são muito fáceis, para adicionar o aplicativo.

 Utilizadores de iPhone

Pode descarregar o aplicativo e/ou utilizar a sua App de saúde.
Além de calcular seus passos diários e atividades gerais, o app Saúde possui uma seção chamada Ficha Médica.
Lá você pode listar seus contatos de emergência médica, e outras informações importantes. O aplicativo Saúde é fundamental porque, se estiver em uma emergência médica, essas informações podem ser visualizadas mesmo com o telefone bloqueado.
Com este recurso, ninguém poderá aceder  a quaisquer outros dados do seu telefone ou fazer chamadas se você estiver com o telefone bloqueado. É realmente para “Em caso de emergência”.

Utilizadores de Android

Pode descarregar a aplicação ICE e/ou utilizar meios já existentes.
Algumas versões do Android permitem que adicione contatos de emergência e suas informações médicas diretamente em Contatos. Lá,  pode adicionar contatos ao seu grupo “ICE – contatos de emergência” e editar seu próprio perfil para incluir informações médicas vitais.

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Alimentos campeões de longevidade

Alimentos que (quase) nunca se estragam

É muito importante ter um stock de água e alimentos para utilização em caso de catástrofe ou emergência.
Naturalmente que, para armazenar convenientemente os alimentos e para evitar estar sempre a verificar a validade dos mesmos, importa conhecer as características de alguns deles, principalmente em termos de longevidade.

Xarope de ácer

Conhecido também como maple syrup, o xarope de ácer é um adoçante natural com boas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e, também, uma alternativa para o mel.
O xarope de ácer é rico em minerais essenciais, como o magnésio, o zinco, o cálcio, o cobre e o ferro, sendo por isso nutricionalmente mais interessante que o açúcar.
Tal como o mel, a sua validade é muito extensa, mas pode cristalizar. Se for o caso, mergulhe o frasco em água quente durante uns minutos. Alguns autores afirmam que, tal como o mel, se for bem armazenado, ficará bom para sempre.

Café

Outro dos alimentos que nunca terminam o prazo de validade, desde que bem acondicionados e armazenados é o café solúvel. Pode também, caso queira, congelar no frigorífico e terá café solúvel para as futuras gerações.
Numa situação difícil, ter ao alcance uma chávena de café, para além de saboroso, irá dar-lhe alguma energia e motivação adicional.

Massas secas

Versáteis e fáceis de preparar, as massas são ricas em carboidratos, nutrientes essenciais para a energia diária de que o nosso organismo necessita. Mas atenção ao armazenamento. Desde que secas e mantidas em recipientes hermeticamente fechados, poderão ser um grande aliado para a sua alimentação.

Feijão

Desde que os grãos estejam crus, o feijão é um alimento fantástico e pode ser guardado por toda a vida. A sua estrutura ajuda a conservar a qualidade e nutrientes por muito, muito, tempo. Tal como nos exemplos anteriores é necessária especial atenção no armazenamento para que a longevidade se mantenha.
O único senão de um feijão guardado há muitos anos é a eventual rigidez. A solução é  aumentar o tempo de cozimento. Ainda assim, o valor nutricional continua igual, independentemente da idade.

Acúcar

Outro dos alimentos cuja validade não expira é o açúcar.
Impedir que ele enrijeça e se torne numa grande pedra ao longo do tempo, pode ser um desafio. Mas, de forma geral, se conseguir conservá-lo em um local fresco e seco, jamais se estragará.
O açúcar é considerado um calmante emocional, favorece a produção de serotonina, a hormona que regula o humor. É também responsável pelo fornecimento da glicose ao corpo, importante para o funcionamento do cérebro, da retina e dos rins. Por tudo isso, essencial para guardar em qualquer kit de emergência.

Amido de milho

Para quem não está familiarizado com o termo, é também conhecido por uma marca famosa, a Maizena.
A farinha branca e extramente fina é um hidrato de carbono extraído dos grãos de milho é isento de glúten. Não tem sabor nem cheiro. Apresenta-se como um pó fino, suave e de cor branca. É utilizado para fazer ou engrossar molhos, em sopas, em sobremesas, em papas para bebé e em bolos. O amido de milho é um produto 100% natural e não se estraga com o passar do tempo. À semelhança dos outros alimentos referidos, deve ser conservado em recipiente fechado num local seco e fresco.

Mel

O mel é talvez o produto ao qual todos reconhecem uma grande longevidade. Na verdade o mel pode ser conservado por tempo indeterminado e, ainda assim, estará bom para ser consumido. Obviamente que, com o tempo, tende a mudar de cor e a ficar cristalizado, mas isso não significa qualquer tipo de impedimento para o consumo.
Tudo que você precisa fazer para o fazer voltar ao estado líquido, é colocar o recipiente aberto, dentro de uma panela com água quente e e mexê-lo até os cristais dissolverem.

Sal

O sal é outro alimento que não tem data de validade. Pode ser armazenado em local seco, fresco por anos e anos, sem nunca perder seus nutrientes e, claro, sua capacidade de salgar.
Embora não tenha prazo de validade, deve conservá-lo sempre seco, pois a humidade pode gerar bolor.

Vinagre de vinho branco

Este ingrediente alimentar, muito popular na cozinha mediterrânica, tem propriedades antimicrobianas, pelo que também há quem o utilize como auxiliar de limpeza. Essa dupla capacidade  de uso, pode ser útil. Permanecerá dentro da validade muito tempo, desde que bem conservado em um frasco.

Arroz

Desde que o conserve seco num local fresco, o arroz branco irá permanecer dentro da validade, mês após mês.

Assim como o feijão, sua estrutura retém suas qualidades nutricionais e a qualidade interna dos grãos por tempo indeterminado.
A mesma coisa, infelizmente, não se aplica para o arroz integral, já que seu teor de gordura é mais alto e favorece que ele fique rançoso com muito mais facilidade.

Especiarias

Embora as especiarias tenham um grande prazo de validade são, no entanto, um caso especial. Podem ser usadas durante muito tempo, mas vão perdendo o seu sabor e algumas qualidade à medida que os meses vão passando, o que acaba por desvirtuar um pouco a sua função.
No entanto, podem ser um bom substituto ao sal.

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Amanda Eller

Amanda Eller

Histórias de Sobrevivência – Amanda Eller

As histórias de sobrevivência de quem viveu situações-limite

Amanda Eller esteve desaparecida nas densas florestas de Maui, no Havai, durante 17 dias.

No dia 8 de maio de 2019, a professora de ioga e fisioterapeuta de 35 anos fazia uma caminhada de aproximadamente cinco quilómetros na floresta. Depois de parar para descansar, ficou desorientada e passou horas a tentar encontrar o caminho de volta para o seu veículo, sem perceber que estava a caminhar na direção errada.

Eller, deixou ficar o seu telemóvel e uma garrafa de água no carro.

Manteve-se viva ao comer framboesas selvagens, um fruto chamado araçá e até traças. Conseguiu obter água potável vinda de uma cascata que a mantinha hidratada e, para se proteger do frio da noite, dormia sobre lama, coberta com plantas.

17 dias depois, Amanda Eller foi descoberta por um helicóptero de resgate, que já sobrevoava aquela zona há duas horas e estava quase a ter de regressar por falta de combustível, numa altura em que eram poucas as esperanças de encontrá-la com vida.

No Facebook, Eller reconheceu ter agido “irresponsavelmente” ao deixar o seu telefone e água no carro e pediu desculpa por colocar a vida das equipas de resgate em risco.

“Nunca foi minha intenção colocar ninguém em perigo, nem criar uma situação de resgate por minha causa”.

Eller disse também que espera que a divulgação da sua experiência torne os caminhantes “mais conscientes da preparação adequada necessária quando decidirem explorar Maui”.

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Sismos mais recentes no mundo

Saber mais

Obtenha informação adicional através dos seguintes links:

Autoridade Nacional de Proteção Civil

IPMA – Mapa de sismicidade

Como estar preparado para um sismo?

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A ilha de plástico que flutua no oceano pacífico

ilha de plástico do pacífico

A Ilha de plástico que flutua no oceano Pacífico

A ilha de lixo que flutua no Pacífico tem três vezes o tamanho da França e é o maior depósito de lixo oceânico do mundo com 1,8 mil milhões de detritos flutuantes de plástico que matam, anualmente, milhares de animais marinhos entre a Califórnia e o Havaí.

Esta grande mancha de lixo do Pacífico é uma ilha onde não se pode caminhar porque é composta apenas por plástico flutuante. Os cientistas estimam agora que é maior do que se pensava, tendo cerca de 1,6 milhões de quilómetros quadrados.

Num artigo publicado na revista Scientific Reports, os cientistas demonstram que há cerca de 80 mil toneladas de plástico a flutuar nessa ilha, um valor cerca de 16 vezes mais elevado do que se pensava, que equivale a mais de 17 vezes o tamanho de Portugal continental, dos Açores e Madeira.As evidências científicas indicam que o continente asiático é a principal fonte dos resíduos que alimentam a grande ilha de lixo no Pacífico, bem como do aumento da pesca industrial no maior oceano do mundo.

De acordo com outro estudo publicado pela revista Nature, dois terços dos objetos recolhidos durante a investigação continham inscrições em japonês ou chinês — tendo no entanto sido identificados nove idiomas diferentes — e o fragmento mais antigo datava do final da década de 1970.

Um dos perigos deste tipo de contaminação de microplásticos é que os materiais penetram na cadeia alimentar das espécies marinhas e que acabam também na dieta dos humanos.

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Pandemias

As grandes crises pandémicas da história

É importante ter em conta que bactérias, vírus e outros micro-organismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras, terremotos e erupções de vulcões.

A OMS designa como pandemia, uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, e em múltiplos países de múltiplas regiões ou mesmo em todo o planeta Terra

Eis algumas epidemias e pandemias que ficaram na história

1333 – Peste Negra

Peste negra (ou Morte negra) é o nome pela qual ficou conhecida uma das mais devastadoras pandemias na história humana, resultando na morte de 75 a 200 milhões de pessoas. Somente no continente europeu, estima-se que tenha vitimado pelo menos um terço da população em geral.
A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas existentes em ratos.
A peste bubônica foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo assim a população de ratos urbanos.
Em Portugal, a peste entrou no outono de 1348. Matou entre um terço e metade da população, segundo as estimativas mais credíveis, levando a nação ao caos.

1855 -Peste Negra

A terceira pandemia da peste surgiu na China em 1855, causada pela bactéria “Yersinia pestis” e transmitida por roedores.  Em 1894 ameaçava os europeus de Hong-Kong, o que levou ao envio de equipes de médicos e bacteriologistas para a região.
Estendeu-se depois pelo mundo e, só na Índia, matou dez milhões de pessoas até ao fim do século.
Em 1900, ressurgiu em São Francisco e causou 113 mortos.

1918 – Gripe Espanhola

20 milhões de mortos
A gripe espanhola surgiu em 1918 e espalhou-se por todo o planeta.
Não teve origem em Espanha, mas estima-se que 50% da população mundial foi contaminada.
Foi de longe a mais mortal, provocando cerca de 20 milhões de mortes em todo o mundo. Foi provocada por um vírus do subtipo H1N1.  A gripe espanhola é considerada a pior pandemia da história.

1957 – Gripe Asiática

A gripe asiática foi provocada por um vírus influenza A do subtipo H2N2
Apareceu na China em fevereiro de 1957. Seis meses depois, tinha-se estendido por todos os continentes.
Uma segunda onda da infecção surgiu em 1958. Mais de um milhão de pessoas morreram.

1968 – Gripe de Hong Kong

É do grupo H3N2 e, atualmente, é a variante mais comum da gripe sazonal.
Surgiu na China, em julho de 1968 e passou para Hong Kong, para depois chegar aos EUA, Europa, Sudeste Asiático, Japão, América do Sul e África.
É a causa da gripe aviária e da gripe suína.
Entre um e três milhões de pessoas morreram, delas 30 mil no Reino Unido.

2003 – SARS

A Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) foi detectada na Ásia em 2003.
Foram registados cerca de 8.000 casos e 800 mortos.

2005 – Gripe Aviária

Do tipo H5N1, foi detectado pela primeira vez em Hong Kong em 1997.
A infecção em humanos coincidiu com uma grande epidemia entre as aves, que matou largos milhares.
O pânico superou em muito os efeitos reais. Apenas uma morte por essa causa foi registrada. Foi no Canadá.

2009 – Gripe A

A gripe pandémica de 2009 foi provocada por uma nova estirpe de vírus da gripe que afeta humanos, o vírus da Gripe A-H1N1.
Este surgiu com segmentos de genes de vírus da gripe suína, aves e humano numa combinação que não tinha sido observada antes.
A China fez soar o alarme de novos casos de gripe suína em abril e a primeira morte ocorreu no mesmo mês no México.
Em maio, já tinha chegado a Espanha, que documentou a sua primeira morte em junho.
As estimativas sugerem que este vírus foi responsável por cerca de 18.000 mortes ao longo desse ano.

2012 – MERS

Síndrome respiratória do Oriente Médio (Middle East Respiratory Syndrome, MERS)
O vírus MERS foi detectado pela primeira vez na Jordânia e na Arábia Saudita em 2012. Até o início de 2018, houve 2.220 casos confirmados de MERS e 790 mortes. A maioria ocorreu na Arábia Saudita, onde novos casos continuam a surgir. Também houve casos em países fora do Oriente Médio, incluindo França, Alemanha, Itália, Tunísia e Reino Unido em pessoas que tinham viajado ou trabalhado no Oriente Médio.

Um surto de MERS por coronavírus ocorreu na Coreia do Sul de maio a julho de 2015, depois que um sul-coreano retornou do Oriente Médio. Esse surto envolveu mais de 180 casos e 36 mortes. A maioria dos casos de transmissão de pessoa a pessoa ocorreu em ambientes de cuidados de saúde.

2019 – COVID-19

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O desastre do Mar de Aral

O desastre do Mar de Aral

O desastre do Mar de Aral

O lago que se transformou em deserto

O mar de Aral é um lago de água salgada, localizado na Ásia Central, banhando o Cazaquistão (norte) e o Uzbequistão (sul).

No início da década de 60, o Aral era o quarto maior lago do mundo, de tal forma que ganhava o nome de “mar”, ainda que fosse apenas um enorme lago de água salgada.

À sua volta, várias cidades floresciam com a indústria da pesca.

No entanto foram necessários apenas 40 anos para que o quarto maior lago do mundo secasse. O que antes eram 60 mil quilómetros quadrados de água, com profundidade de 40 metros em alguns locais, evaporou, restando apenas 10%.

Porquê?

Em 1960, o governo soviético desviou intencionalmente o curso de dois rios que abasteciam o Mar de Aral para plantações de algodão no deserto. O Syr Darya, a partir do norte e o Amu Darya, a partir do sul.

Os soviéticos queriam transformar a Ásia Central na maior região produtora de algodão do mundo.

O impacto não foi sentido imediatamente: o mar começou a descer uma média de 20 cm por ano na década de 60, que passou a 60 cm nos 70, e 90 cm nos anos 80.

Ninguém teve coragem em contestar os planos da União Soviética.

O mar deu lugar a um deserto salino e poluído com enormes volumes de pesticidas e insecticidas das plantações de algodão. A salinidade matou os peixes, e os navios pesqueiros, encalhados, deixaram de ter utilização.

Com o fim da União Soviética a situação não se alterou. Durante os anos 90, enquanto ainda era possível falar em “Mar de Aral”, o governo do Uzbequistão continuou a sua produção de algodão no deserto.

Em 2015, pela primeira vez, a planície do Mar de Aral tornou-se completamente seca, restando apenas uma pequena superfície,  conhecida como o Pequeno Aral.

O seu desaparecimento é considerado uma das alterações mais dramáticas feitas na superfície da Terra em séculos.

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