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O Médio Oriente está a ficar sem água

O Médio Oriente está a ficar sem água

O Médio Oriente está a ficar sem água e algumas partes ficarão rapidamente inabitáveis
 
As balsas e barcos que transportavam turistas no lago Urmia, no Irão, de e para as suas ilhotas estão agora enferrujados, incapazes de se mover, naquela que está rapidamente a tornar-se uma planície de sal.
Apenas duas décadas atrás, o lago Urmia era o maior lago do Médio Oriente, a sua economia local prosperava tendo até um centro turístico com hotéis e restaurantes.
O desaparecimento do Lago Urmia foi rápido. O seu tamanho caiu para mais da metade – de 5.400 quilómetros quadrados (2.085 milhas quadradas) na década de 1990 para apenas 2.500 quilómetros quadrados (965 milhas quadradas) hoje – de acordo com o Departamento de Proteção Ambiental do Oeste do Azerbaijão, uma das províncias iranianas onde o lago está localizado.
Agora existem reais preocupações de que o lago desapareça completamente.
Este é apenas um dos problemas que são comuns em muitas partes do Oriente Médio – onde a água simplesmente está a desaparecer.
A região tem testemunhado secas persistentes e temperaturas tão altas que mal se adaptam à vida humana.
Acrescente-se as mudanças climáticas à má gestão, ao uso excessivo da água e as projeções para o futuro da água nesta região são sombrias.
Alguns países do Oriente Médio, incluindo Irão, Iraque e Jordânia, estão bombeando grandes quantidades de água do solo para irrigação.
Ao mesmo tempo toda a região regista uma diminuição acentuada das chuvas.
Tanto o declínio das chuvas quanto o aumento da demanda nesses países causa o seca muitos rios, lagos e pântanos.
As consequências de a água se tornar ainda mais escassa são terríveis:
vastas áreas podem tornar-se inabitáveis;
aumentam as tensões sobre a partilha e gestão dos recursos hídricos;
a economia fica abalada e gera violência política.
Prevê-se que os invernos do Oriente Médio ficarão mais secos à medida que o mundo aquece e, embora os verões sejam mais húmidos, o calor deve compensar seus ganhos de água, de acordo com as últimas projeções de cientistas publicadas no início deste mês pelo Painel Intergovernamental para o Clima, da ONU.
Na Jordânia, um dos países com maior stress hídrico do mundo, as pessoas já se acostumaram a viver com muito pouca água.
Um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que este país terá que reduzir para metade o seu uso per capita de água até o final do século. A maioria dos habitantes viverá com 40 litros por dia, para todas as suas necessidades – beber, tomar banho e lavar roupa e loiça, por exemplo.
O americano médio hoje usa cerca de 10 vezes esse valor.
Níveis de stress hídrico em 2030 (projeção mais otimista)
A Jordânia tem pouca escolha a não ser comprar grandes quantidades de água a Israel, que tem um enorme programa de dessalinização, no qual remove o sal da água do mar para torná-la própria para consumo humano. Mas a dessalinização é um processo que consome muita energia – energia que ainda não é verde e renovável e só contribui ainda mais para o aquecimento global, um dos principais impulsionadores da escassez de água em primeiro lugar.
Como o clima continua a aquecer e a água escasseia, parte da solução no Médio Oriente terá de envolver a redução do uso de água na agricultura.
Isso também pode significar mudar o tipo de alimentos que os produtores cultivam e exportam.
As mudanças e tensões serão inevitáveis. Será necessário adaptar, dentro do possível, para mitigar os danos.

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Waterlight, a luz que vem da água

Waterlight, a luz que vem da água

Waterlight, a luz que vem da água

A startup colombiana de energias renováveis, a E-Dina, desenvolveu uma lanterna sem fios que funciona com água salgada para fornecer a eletricidade.
É uma alternativa mais fiável e duradoura para as lâmpadas solares em comunidades que não dispõem de rede elétrica ou em situações de emergência.

O aparelho portátil, chamado WaterLight, precisa apenas de ser enchido com meio litro de água do mar – ou até urina em situações de emergência – para, desta forma, emitir até 45 dias de luz.

Atuando como um mini gerador de energia, o dispositivo também pode ser usado para carregar um telefone celular ou outro dispositivo pequeno por meio de sua porta USB integrada.

O dispositivo tem um revestimento cilíndrico de madeira e uma tampa perfurada na parte superior que permite que a água flua para o dispositivo e que o hidrogênio do processo de ionização escape.
Em toda a sua vida útil,  pode produzir de dois a três anos de luz, ou cerca de 5.600 horas, de acordo com a empresa.

Saiba mais:
https://www.waterlight.com.co/

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Sobreviver sem Eletricidade

Sobreviver sem Eletricidade

Vivemos o nosso dia-a-dia em grande dependência da eletricidade.
Desde o computador ao telemóvel, passando pelo fogão e o televisor, o nosso mundo desmorona-se quando falta a energia elétrica.  Em caso de falta prolongada de energia, saber o que fazer se a luz faltar, pode ser vital.

Antes

Invista em fontes de energia alternativas

Por exemplo, um gerador de bicicleta. Se tem bicicleta e gosta de pedalar invista num equipamento gerador de energia através da sua bicicleta.
É muito fácil de instalar, basta colocar a bicicleta nas ranhuras de montagem e pedalar.  Pode comprar em vários on-line.

Antecipe sistemas de iluminação alternativos

Existem várias opções viáveis ​​para iluminar sua casa em caso de falta de eletricidade.
Velas e lanternas de pilhas são a primeira coisa que nos vem à cabeça, mas existem outras alternativas baratas e fáceis de utilizar. Por exemplo a iluminação com leds e painéis solares incluídos.

Prepare sua casa para as baixas e altas temperaturas

Significa isolar paredes exteriores, especialmente no sótão, mas também portas e janelas. Crie um sistema de isolamento que evite ao máximo fugas de calor no inverno e que mantenha a temperatura da casa amena no verão. Sem eletricidade será mais difícil manter a temperatura se tiver muitas fugas.

Descubra de que forma vai preparar os alimentos 

Uma das melhores maneiras de cozinhar sem usar eletricidade é instalando um fogão a lenha.
Outras duas alternativas viáveis são: gás propano ou butano e fogões de acampamento (que funcionam exatamente como qualquer outro fogão a gás).
Pode também utilizar fogões de emergência, que funcionam a álcool.

Aprenda a conservar os alimentos sem frigorífico

As pessoas que habitualmente vivem sem eletricidade são capazes de conservar os seus alimentos, mesmo sem um frigorífico.
Note que quase tudo pode ser enlatado, desde frutas e legumes até carnes e ovos.
As conservas são uma excelente forma de preservar o seu produto fresco não consumidos. Quase todos os alimentos em conserva, desde que bem armazenados, apresentam uma grande longevidade.

Veja também o artigo
alimentos campeões de longevidade

Faça um kit de emergência

Além de água e alimentos não perecíveis, há alguns outros itens básicos que deve ter no seu kit de emergência.
Esses itens incluem: uma lanterna, pilhas extras, uma ferramenta multiusos, um abridor de lata, medicamentos para uma semana, kit de higiene pessoal, algum dinheiro, um rádio portátil etc..
Conheça o conteúdo da mochila de emergência 

Tenha sempre à mão um kit de primeiros socorros

Em caso de falta de energia, passamos a viver num regime a que não estamos habituados e muitas coisas podem acontecer. Desde quedas, cortes ou traumatismos, a possibilidade de um acidente aumenta exponencialmente. Por isso, é recomendável manter um kit de primeiros socorros perto de si, na mochila de emergência ou em local de fácil acesso.

Armazene água

Armazene, pelo menos, dois litros de água potável, por dia e por pessoa. O ideal é ter água suficiente para durar uma semana.
Não de esqueça que a falta de energia elétrica resulta, muitas vezes, numa rápida falta do abastecimento de água.

9 – Armazene alimentos não perecíveis

Guarde um stock de alimentos de longa duração e fáceis de cozinhar ou, melhor ainda, sem necessidade de serem cozinhados. Se não tiver acesso a uma fonte de calor, como uma grelha ou fogão alternativos, estes alimentos servem perfeitamente para os primeiros dias.

Veja também “Conservar alimentos sem frigorífico

Durante a falta de energia

Diga onde está e saiba onde estão os seus familiares

Se a energia faltar e achar que o seu telefone vai ficar sem bateria, avise os seus familiares antes que perca a bateria ou o sinal.

Mantenha alguma forma de entretenimento à mão

Note que quase tudo em casa funciona com eletricidade. Assim, não poderá usar a TV, o computador ou qualquer outro item eletrónico, portanto, terá que encontrar algum entretenimento para si mesmo e para a sua família. Sem luz natural, o ideal é que se juntem, por exemplo à volta de uma mesa, para ler, jogar, ou mesmo conversar. Desta forma um fonte de luz, velas ou lanterna, servirá para todos.

Use o seu carro para carregar componentes eletrónicos de extrema necessidade

Se for possível, use o isqueiro elétrico do seu veículo para recarregar power banks, telefones ou outros itens essenciais. Não esqueça de preparar antes o terminal e cabo de alimentação indicado para esse efeito.

Cozinhe os alimentos perecíveis em primeiro lugar

Todos os alimentos que tem no seu frigorífico vão descongelar rapidamente. Antes de utilizar os alimentos não perecíveis que tem em stock, considere cozinhar (se puder) os alimentos perecíveis primeiro. Faça isso logo no primeiro dia do apagão.

Esteja pronto para fazer uma fogueira se for preciso

Se você possui uma lareira, use-a.
Se tiver um quintal, uma fogueira no chão pode ser uma boa opção.

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Pragas de gafanhotos podem ter utilidade

Pragas de gafanhotos

Pragas de gafanhotos podem ter utilidade

As comunidades quenianas estão a sofrer algumas das piores pragas de gafanhotos dos últimos 50 anos.
Especialistas já associaram o fenómeno a padrões climáticos incomuns exacerbados pelas mudanças climáticas.

Numa tentativa de ajudar estas comunidades a reduzir o impacto das infestações que destroem as suas culturas e meios de subsistência, uma startup chamada ‘The Bug Picture’ está a fornecer um incentivo às populações para apanhar os insetos à noite.

A empresa,  paga às comunidades locais para colher os insetos e, depois de moídos, serem utilizados em ração animal rica em proteínas e também fertilizante orgânico para posterior comercialização.

A utilização dos insetos, como alimento para humanos,  é já utilizada em alguns países asiáticos e decorrem vários estudos e experiências para a introdução generalizada deste tipo de alimento nas sociedades ociedentais.

A ‘Bug Picture’ trabalha atualmente com comunidades no centro do Quênia – em torno das regiões de Laikipia, Isiolo e Samburu – uma área que é particularmente afetada pelas pragas.

“Estamos a tentar criar esperança numa situação dramática e ajudar essas comunidades a alterar sua perspetiva no sentido de ver estes insetos como uma cultura sazonal que pode ser colhida e trocada por dinheiro”, disse Laura Stanford, fundadora do The Bug Picture.

Saber mais
https://www.weforum.org/agenda/2021/03/locust-plague-africa-kenya-innovation-start-up-bug-picture-climate-change

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Aplicações que deve ter no seu telefone em caso de emergência

Aplicações que deve ter no seu telefone em caso de emergência

O telemóvel pode ser o seu grande aliado numa emergência

Se o seu telemóvel está quase sempre ao seu lado, porque não tirar o máximo partido dele e instalar algumas aplicações que podem ser muito úteis numa situação de emergência.
Existem centenas de aplicativos, e todos os dias são lançados mais alguns.
De seguida deixamos os tópicos junto com alguns exemplos que nos pareceram interessantes.

1 – Fornecer informação crucial
ICE – In Case of Emergency

ICEICE é um acrônimo para “Em caso de emergência”.
Adicionar um aplicativo ICE  (em caso de emergência) ao seu telefone é simples e gratuito.
Atualmente, a maioria dos smartphones até já vem com este recurso que permite inserir dados pessoais de emergência que podem ser vistos, mesmo com o telemóvel bloqueado, incluindo contatos de emergência, doenças, alergias e outras informações médicas relevantes.

Mesmo que não consiga falar, se o seu telemóvel tiver essa valência, qualquer pessoa do socorro poderá ver a informação.

Descarregar o aplicativo

Se tem um smartphone pode baixar um dos vários aplicativos para In case Of Emergency, que o ajudam a configurar rapidamente as suas informações ICE, mesmo se o telefone estiver bloqueado.
Na sua loja de downloads procure por ICE – In Case of Emergency e encontrará várias opções. Todas gratuitas. Siga as instruções, que geralmente são muito fáceis, para adicionar o aplicativo.

Saiba mais sobre ICE

2 – Ajudar e Socorrer
Aplicações de Primeiros Socorros

É muito comum a ideia de que prestar os primeiros socorros é só para os médicos e profissionais de saúde.
Na verdade isso acontece porque muitas pessoas desconhecem o que fazer quando é necessário prestar primeiros socorros a alguém, até à chegada dos profissionais de emergência médica. Também aqui existem centenas de aplicativos. Vejamos alguns exemplos:

  • Aplicativo Primeiros Socorros Drauzio Varella

Este aplicativo tem algumas vantagens relativamente a outros.
Está em português (do Brasil), os casos de emergência estão bem identificados por categorias e é muito fácil de encontrar o que se deseja. Tem ainda uma outra vantagem. Existe uma narração bem explicita sobre o que fazer para cada situação.
Desta forma poderá ir ouvindo e fazendo.

Tem informações sobre como prestar socorro em mais de 20 situações: AVC, afogamentos,  choques elétricos, corpos estranhos, cortes, engasgamentos, fraturas e entorses,  insolação, picadas e mordidas de animais, etc.. Apenas um senão, o número de emergência não é o europeu.
Saiba mais sobre esta APP e como fazer o download neste link:
https://drauziovarella.uol.com.br/aplicativo-primeiros-socorros-drauzio-varella/

3 – Estar informado
Aplicações para alertas de Emergências e Desastres

Numa emergência é importante ter a sua mochila pronta, com água potável, alimentos não perecíveis, lanternas, carregadores, etc. Mas estar informado sobre a ocorrência de um desastre ou catástrofe natural, irá ajudá-lo a tomar decisões e a minimizar os danos.

Tendo em conta a rapidez e a imprevisibilidade de alguns destes fenómenos, o que já estiver instalado no seu telefone pode ser valioso. Muitos dos aplicativos de alerta funcionam tanto online quanto offline e permitem-lhe obter ajuda e informações importantes antes e durante e depois de um evento de emergência.

exemplos:

  • Disaster Alert

O Desaster Alert é um aplicativo gratuito que fornece as informações mais relevantes necessárias para que se mantenha seguro em qualquer lugar do mundo. Construído na plataforma DisasterAWARE® do PDC, o Disaster Alert ™ oferece atualizações quase em tempo real sobre 18 tipos diferentes de perigos ativos à medida que se desenvolvem ao redor do mundo. Fácil de utilizar e de personalizar. Pode até alterar para língua portuguesa.

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Ciclone de Bhola, Índia (1970)

Ciclone de Bhola, Índia (1970)

O ciclone de Bhola, foi um ciclone tropical devastador que atingiu o Paquistão Oriental (atual Bangladesh) e Bengala Ocidental, na Índia, em 12 de novembro de 1970.

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Foi considerado o sistema tropical mais mortífero já registado e também um dos desastres naturais mais mortíferos nos tempos modernos.

Estima-se que tenham perdido a vida entre 300.000 e 500.000 pessoas, principalmente devido à maré de tempestade associada que inundou muitas ilhas de pouca altitude do Delta do Rio Ganges.

É também considerado pela Organização Mundial Meteorológica como o ciclone mais mortal já registado.Conheça os sismos mais recentes ocorridos no planetaSismos mais recentes

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Sismo no Paquistão (2005)

Sismo no Paquistão (2005)

Na manhã de 8 de outubro de 2005, um forte tremor de 7,6 graus na escala Richter atingiu o Paquistão.

Zahid Hussein/ REUTERS

Também conhecido por sismo de Caxemira, dado que o epicentro foi na nesta região, a 95 quilômetros da capital Islamabad.
Foi um dos piores terremotos de sempre naquele país. Vilas inteiras foram destruídas.
Depois do sismo, os deslizamentos de terra e as chuvas ainda dificultaram mais a chegada de socorro aos sobreviventes.

De acordo com o governo local, cerca de 75 mil pessoas morreram.

O terremoto provocou também cerca de cem mil feridos e afetou mais de 3,5 milhões de pessoas.
Na zona mais danificada do país, a região himalaia da Caxemira onde foi localizado seu epicentro,  ficaram destruídos 3.680 escolas do ensino primário e secundário, bem como 2.366 quilómetros de estradas.

O terremoto também foi sentido na Índia, no Afeganistão e Bangladesh.
Pelas estimativas da ONU, este sismo afetou quatro milhões de pessoas, sendo dois milhões e meio de desalojados nos quatro países.Conheça os sismos mais recentes ocorridos no planetaSismos mais recentes

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Furacão Katrina, EUA (2005)

Furacão Katrina

Furacão Katrina, EUA (2005)
23 de agosto de 2005 – 31 de agosto de 2005

Um dos desastres naturais mais conhecidos por ter sido transmitido na televisão.

Na manhã do dia 29 de agosto de 2005, a tempestade tropical que se tinha formado nas Bahamas atingiu o litoral sul dos EUA, onde rapidamente passou da categoria um para a cinco, na escala Saffir-Simpson de furacões (em uma escala de um até cinco).

Nos dias imediatamente anteriores, o impacto da tempestade fora amplamente antecipado pelos meteorologistas e cientistas, que alertaram para a possibilidade de cheias de proporções épicas.

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Mas apesar da ordem de evacuação obrigatória da cidade, mais de cem mil dos seus 483.663 residentes permaneceram em casa, ou por não terem condições e meios para sair, ou por se recusarem acreditar que o furacão que aí vinha era o “Big One”, prometido há décadas.

Para milhares de pessoas começava ali uma desesperada batalha contra os elementos e pela sobrevivência.

Em pouco mais de cinco horas, a força destruidora do Katrina arrasou mais de 200 quilómetros de costa, deixou 80% da cidade submersa e matou quase duas mil pessoas, naquele que continua a ser o desastre natural mais devastador da História dos Estados Unidos.

Furacão Katrina atingiu o seu pico de intensidade em 28 de agosto de 2005.
Formação: 23 de agosto de 2005
Dissipação: 31 de agosto de 2005Conheça os sismos mais recentes ocorridos no planetaSismos mais recentes

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Sismos, como estar preparado?

O que é um sismo?

Um sismo é um fenómeno natural resultante de uma rotura mais ou menos violenta no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação súbita e inesperada de uma grande quantidade de energia, que provoca vibrações que se propagam em todas as direções a uma vasta área circundante. Embora não durem, em regra, mais de um minuto, os sismos não podem, ainda, ser previstos.

O que pode fazerAntes

  • Identifique os locais mais seguros da sua habitação ou local de trabalho, tais como ombreiras das portas ou paredes mestras, mesas ou outras peças de mobiliário resistentes, sob as quais se possa proteger quando o sismo tiver inicio.
  • Pratique o procedimento – baixar, proteger e aguardar. Dado que, numa situação real, apenas terá poucos segundos para reagir, o treino frequente deste procedimento é essencial para estar preparado.
  • Verifique quais as peças de mobiliário ou decoração (estantes, espelhos, móveis altos, etc) que possam causar ferimentos ao tombar e, se possível, fixe-os na parede.
  • Armazene artigos de primeira necessidade tais como água, comida enlatada, medicamentos, etc.
  • Prepare e tenha à mão o seu kit de emergência.
  • Pense como irá comunicar com os seus familiares e amigos. Se for possível acordem um plano de comunicação de emergência, com métodos variados e alternativos.
  • Quando adquirir uma habitação, pergunte quais as medidas anti-sísmicas aplicadas na construção.

Durante

  • Se estiver dentro de um edifício:
    • Evite o pânico por todos os meios ao seu alcance;
    • Refugie-se no vão da porta interior, debaixo de uma mesa ou cama.
    • Execute o procedimento Baixar, Proteger e Aguardar. 
    • Proteja a cabeça e pescoço com os seus braços, de forma a evitar impactos de detritos e objectos em queda.
      • Se for possível  afaste-se de janelas ou portas de vidro e de locais onde existam objectos que possam cair.
    • Fique nessa posição até que o abalo termine.

    Se estiver na rua:

    • Se estiver na rua quando o abalo ocorrer, afaste-se rapidamente para campo aberto, afastado de edifícios, postes e viadutos. Execute  o procedimento Baixar, Proteger e Aguardar até que o abalo termine.

    Se estiver num veículo em movimento:

    • Se estiver num veículo em movimento, pare assim que possível, de forma segura e fique dentro do veículo. Evite parar perto ou debaixo de edifícios, árvores ou viadutos. Logo que o sismo pare, ligue o rádio e procure saber mais sobre o sismo, por forma a evitar estradas e pontes que possam estar danificadas.
  • Armazene artigos de primeira necessidade tais como água, comida enlatada, medicamentos, etc.
  • Prepare e tenha à mão o seu kit de emergência.
  • Pense como irá comunicar com os seus familiares e amigos. Se for possível acordem um plano de comunicação de emergência, com métodos variados e alternativos.
  • Quando adquirir uma habitação, pergunte quais as medidas anti-sísmicas aplicadas na construção.

Depois

  • Quando o abalo sísmico terminar, olhe em volta. Caso exista um caminho desimpedido para um local seguro no exterior, abandone o edifício ou habitação e diriga-se para um espaço aberto, longe das áreas destruídas. Leve consigo a sua mochila de emergência.
  • Se estiver confinado a um pequeno espaço, evite movimentar-se e levantar poeiras. Utilize os artigos da sua mochila de sobrevivência.
  • Se tiver um telemóvel consigo use-o para solicitar ajuda, caso necessite.
  • Se estiver impedido de se movimentar, bata numa parede ou tubo de canalização ou use um apito para que as equipas de socorro o possam mais facilmente localizar.
  • Uma vez em segurança aceda aos meios de  comunicação disponíveis (rádio portátil, TV, redes sociais, etc) para se manter informado sobre os alertas e outras informações de emergência que estejam a ser difundidas.
  • Esteja preparado para as réplicas que poderão surgir após o abalo inicial. Baixar, Proteger e Aguardar.

Saber mais

Obtenha informação adicional através dos seguintes links:

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