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O que fazer em caso de desastre nuclear?

desastre nuclear

O que fazer em caso de desastre nuclear?

Para se proteger da radiação de um desastre nuclear, existem 3 factores iniciais que deverá ter em consideração: distância, abrigo, tempo.

Distância: quanto mais se puder afastar do local do desastre, melhor.
Abrigo: quanto mais denso e profundo for o abrigo, melhor. Abrigos subterrâneos em cimento ou betão que o possam isolar da radiação são mais eficazes.
Tempo: os primeiros dias e, principalmente as primeiras horas, são os de maior intensidade da radiação. Afaste-se, abrigue-se e espere.

Algumas sugestões sobre o que fazer:Antes

  • Tenha sempre à mão a sua mochila de sobrevivência. Inclua artigos como comida de longa duração, água, um rádio portátil a pilhas ou de carregamento manual, lanternas e um stock de pilhas extra. Considere  a possibilidade de ter um kit de emergência adicional no seu carro para o caso de ser necessário evacuar rapidamente.
  • Planifique com a sua família o seu plano de emergência. Os seus familiares poderão não estar consigo no momento do desastre e é importante que saibam como agir em caso de emergência, como se encontrarem, como entrar em contacto (canais de comunicação) e quais as rotas e percursos de evacuação.
  • Saiba quais são os locais definidos pelas entidades oficiais destinados a abrigo para estes casos. Se não houver nenhum local designado, faça uma lista de locais potencialmente adequados para abrigo, perto da sua residência (caves, subterrâneos, tuneis, etc).
  • Se considerar que o risco é elevado, aumente o seu stock de água e alimentos de emergência para um período de 2 semanas.

Durante

  • Esteja informado e ouça atentamente as informações prestadas pelas entidades oficiais e comunicação social. Com base na informação disponibilizada, poderá ser solicitado a proceder à evacuação da área atingida.
  • Descubra o local mais próximo, com condições para servir de abrigo, preferencialmente construído em cimento e betão. Mantenha-se no interior e evite sair para o ar livre.
  • Execute o seu plano de emergência. Durante os primeiros minutos, se tiver condições, desloque-se para um abrigo mais protegido, definido no seu plano de emergência.
  • Mantenha-se o mais protegido possível e fique onde está, mesmo que esteja separado da sua família, pelo menos durante o período em que a radiação é maior. Pelo menos 24 horas, a menos que exista informação oficial em contrário.

Depois

Na maioria dos casos, as pessoas que se encontram nas áreas afectadas, podem abandonar os abrigos após alguns dias. Quando receber informação para voltar a casa, recorde o seguinte:

  • Mantenha-se atento às informações oficiais e notícias da comunicação social. Receberá certamente informação sobre locais a evitar e procedimentos específicos para a sua área.
  • Fique afastado das áreas perigosas. Esteja atento aos sinais e placas de aviso. Lembre-se que a radiação não pode ser detectada pela visão, olfacto, ou outros órgãos sensoriais do corpo humano.

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Obtenha informação adicional através dos seguintes links:

Autoridade Nacional de Proteção Civil

Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Direção Geral da Saúde

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Escolher um protetor solar

protetor solar

Escolher um protetor solarO sol produz três diferentes tipos de raios UV:

– raios UVA: penetram mais profundamente na pele. Danificam a derme, onde se encontram os tecidos que dão elasticidade à pele. Exposições repetidas e prolongadas aos raios UVA promovem o envelhecimento precoce da pele.
– raios UVB: estes raios UV são absorvidos pela camada superficial da pele. É aqui que são libertadas as substâncias que causam a dor, o inchaço e a vermelhidão características da queimadura solar.
– raios UVC: são filtrados pela atmosfera da terra, o que significa que não é necessária proteção contra este tipo de radiação.

Todas as pessoas expostas aos raios UV estão em risco de desenvolver queimaduras.Escolher um Protetor solar

No meio de tanta oferta disponível no mercado, escolher um protetor eficaz para a proteção da pele contra os raios solares pode ser uma missão complicada.
Os protetores solares possuem a sigla FPS (ou SPF, em inglês) na embalagem, que significa “Fator de Proteção Solar“.
Para facilitar a tarefa, importa definir os parâmetros mínimos necessários para que o protetor seja adequado e eficaz:

  • Utilize protetor solar FPS 30 ou maior. O fator 50+ é indicado para crianças e para adultos com pele mais sensível
  • Proteção contra dois tipos de raios ultravioleta, os UVB e os UVA
  • Embalagem adequada ao tamanho da sua mochila de emergência. Os protetores solares em spray são geralmente menos pegajosos e gordurosos e, portanto, talvez mais fáceis de aplicar. Atenção que alguns incluem álcool ou gás pressurizado.
  • Opte por produtos que não incluam na sua lista de ingredientes a oxibenzona e outros componentes semelhantes. Estará a contribuir para a redução da poluição da água, a proteção dos oceanos e a minimizar os danos causados aos corais.

Queimaduras solares

A queimadura solar é o dano causado à pele através da radiação ultravioleta (UV) que, geralmente, aparece dentro de poucas horas após exposição excessiva à luz solar ou de origem artificial.

Em caso de queimadura solar:

  • Evitar nova exposição ao sol;
  • Aplicar compressas com água fria;
  • Não rebentar as bolhas;
  • Não aplicar álcool, manteiga ou óleos gordos;
  • Contactar um médico, sempre que necessário.

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Instituto Português do Mar e da Atmosfera

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Ondas de Calor

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Ondas de calorUma onda de calor corresponde a um período de alguns dias da época estival, com temperaturas máximas superiores à média usual para essa época. Por este motivo podem ocorrer situações potencialmente graves. Conheça algumas das ações que podem ser tomadas, para atenuar este fenómeno, cada vez mais recorrente.Antes

  • Para estar convenientemente preparado, tenha sempre por perto o seu kit ou mochila de emergência.
  • Identifique familiares, amigos ou vizinhos, na sua área de residência, que estejam em grupos de risco mais elevado. Idosos, crianças, doentes não acompanhados e obesos, que possam necessitar de ajuda adicional.
  • Verifique o seu kit de primeiros socorros e saiba como tratar ou atenuar as emergência relacionadas com o calor extremo.
  • Prepare e mantenha um stock razoável de água engarrafada.
  • Reduza a entrada de luz solar das áreas com maior exposição ao Sol.
  • Se tiver ar condicionado, verifique o seu estado de funcionamento.

Durante

  • Ingira água ou outros líquidos não açucarados com regularidade, mesmo que não sinta sede.
  • Se tem idosos em casa, faça-os beber pelo menos mais um litro de água por dia do que fazem regularmente.
  • Procure manter-se dentro de casa ou em locais frescos.
  • Em casa, durante o dia, abra as janelas e mantenha as persianas fechadas, de modo a permitir a circulação de ar. Durante a noite abra bem as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça.
  • Vista roupas leves de algodão e de cores claras. As cores escuras absorvem maior quantidade de calor.
  • Evite fazer exercício físico ou outras atividades que exijam muito esforço.
  • Evite estar de pé durante muito tempo, especialmente em filas e ao sol.
  • Não beba bebidas alcoólicas; são absorvidas rapidamente num organismo desidratado, podendo levar a estados de embriaguez com maior facilidade.
  • Um pequeno duche de água tépida arrefece o corpo rapidamente, aumentando o seu conforto.
  • Se necessitar de sair de casa durante o dia,  use chapéu, óculos escuros e cremes de proteção solar.
  • Se necessitar de viajar faça-o nas horas de menos calor, ou à noite. Leve sempre água consigo.
  • Fique em casa, tanto quanto possível e reduza qualquer actividade que implique exposição ao Sol.
  • Esteja atento às informações prestadas pela Comunicação Social e entidades Oficiais.

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A ilha de plástico que flutua no oceano pacífico

ilha de plástico do pacífico

A Ilha de plástico que flutua no oceano Pacífico

A ilha de lixo que flutua no Pacífico tem três vezes o tamanho da França e é o maior depósito de lixo oceânico do mundo com 1,8 mil milhões de detritos flutuantes de plástico que matam, anualmente, milhares de animais marinhos entre a Califórnia e o Havaí.

Esta grande mancha de lixo do Pacífico é uma ilha onde não se pode caminhar porque é composta apenas por plástico flutuante. Os cientistas estimam agora que é maior do que se pensava, tendo cerca de 1,6 milhões de quilómetros quadrados.

Num artigo publicado na revista Scientific Reports, os cientistas demonstram que há cerca de 80 mil toneladas de plástico a flutuar nessa ilha, um valor cerca de 16 vezes mais elevado do que se pensava, que equivale a mais de 17 vezes o tamanho de Portugal continental, dos Açores e Madeira.As evidências científicas indicam que o continente asiático é a principal fonte dos resíduos que alimentam a grande ilha de lixo no Pacífico, bem como do aumento da pesca industrial no maior oceano do mundo.

De acordo com outro estudo publicado pela revista Nature, dois terços dos objetos recolhidos durante a investigação continham inscrições em japonês ou chinês — tendo no entanto sido identificados nove idiomas diferentes — e o fragmento mais antigo datava do final da década de 1970.

Um dos perigos deste tipo de contaminação de microplásticos é que os materiais penetram na cadeia alimentar das espécies marinhas e que acabam também na dieta dos humanos.

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O que é indispensável ter em qualquer desastre ou catástrofe?

O que é indispensável ter em qualquer tipo de desastre ou catástrofe?

Algumas das consequências resultantes de uma catástrofe, podem incluir ferimentos, ligeiros ou graves, privação, necessidade de evacuação, separação da família e perda de bens, para além dos efeitos económicos que esse evento pode gerar na comunidade a curto e médio prazo.

Apesar de haver pouco ou nada que possa fazer para impedir que um desastre natural aconteça, há no entanto, muito que pode fazer para se preparar para essa eventualidade.Veja abaixo uma lista com alguns itens essenciais que precisa ter sempre por perto, seja uma simples falta de energia ou um apocalipse, irá garantidamente necessitar deles.

1. Água

A água é essencial para a existência humana.É vital ter água para sobreviver a um desastre e a regra básica é ter para consumo, pelo menos, um 1,5 litros de água, por pessoa, por dia. No entanto este valor pode variar em função da estação do ano, da humidade, da atividade física e de outros fatores, pelo que se apontar para 3 litros por pessoa, por dia não será exagero. Não esqueça que também precisa de água para limpeza e saneamento. Caso não tenha espaço suficiente para armazenar muita água ou se seu reservatório de água for destruído durante o desastre, considere também ter por perto uam forma de de coletar e purificar a água.

2. Alimentação

A próxima coisa na sua lista deve ser comida e, especificamente, deverá concentrar-se em produtos não perecíveis, como carnes enlatadas e legumes, ou feijão e arroz branco. Esses tipos de alimentos podem durar meses, o que os torna altamente valiosos.Tente garantir que cada adulto tenha pelo menos duas mil calorias para consumir todos os dias. Você também deve se esforçar para ter um bom equilíbrio de refeições diferentes.

3. Kit primeiros socorros

De seguida, na sua lista de items essenciais vem o kit de primeiros socorros. É importante porque, em caso  de desastre ou catástrofe, você pode não ter acesso a um hospital ou a receber ajuda médica profissional. Pode também acontecer que os hospitais fiquem tão sobrecarregados que não seja possível  ajudar todos os feridos. Assim, numa primeira fase, todos os ferimentos sofridos por alguém da sua família ou do seu grupo terão de ser tratados por si.Também é importante observar que mesmo em lesões aparentemente mínimas podem transformar-se num grande problema. Um simples corte ou arranhão pode parecer pouco importante, mas na verdade pode causar uma infeção grave que reduz severamente a sua capacidade de sobrevivência.O kit de primeiros socorros deve ser revisto pelo menos uma vez por ano para verificação da validade dos produtos.

4. Kit de sobrevivência

Muitas pessoas acham que, para estarem preparadas para um desastre, precisam dedicar as suas vidas à preparação e ter uma imensidão de artigos e gadgets.A regra é: não é essencial, não é para aqui.  Obviamente, quanto mais opções tiver, melhor. Mas tenha atenção ao peso final da sua mochila ou Kit. Geralmente, muitos artigos significa muito peso e, portanto, maior dificuldade em transportar numa saída de emergência ou evacuação.  Artigos que sejam polivalentes e cumpram várias funções são sempre bons. Algumas opções podem ser: Canivete multifunções, Lanterna com pilhas, pilhas extra, corda, apito, isqueiro, rádio AM/FM, poncho impermeável,etc.

5. Cópias de documentos

Este é um detalhe que pode ser importante. Imprima e guarde em bolsa impermeável cópias dos documentos de identificação, seguros, passaporte, lista de doenças ativas e/ou medicamentos que toma regularmente e também os seus contactos em caso de emergência.Esses dados vão ser valiosos para se identificar, dar a conhecer dados pessoais relevantes e contactos de emergência, se não tiver o seu telemóvel a funcionar.

6. Fonte de energia alternativa

Em muitos tipos de desastres e catástrofes, a energia elétrica pode ser uma das primeiras coisas a falhar. Ter uma fonte de energia alternativa pode ajudar a aliviar os problemas que surgem quando o abastecimento energético é interrompido. Uma das opções mais populares é um gerador. Mas para a maioria das pessoas que vive em apartamentos, nas grande cidades, essa não é uma opção. Além disso, os geradores são barulhentos e caros, sem mencionar que precisam de combustível, o que complica ainda mais as coisas.Mas existem outras opções que pode considerar, como como painéis solares. Existem pequenos painéis solares no mercado que lhe podem dar energia necessária para comunicar ou ouvir as notícias.No limite, também pode aprender a viver num mundo sem energia elétrica. Não será fácil, mas não é impossível.

7. Ter um plano de emergência preparado

Deve preparar, junto com a sua família, um plano de emergência com procedimentos a utilizar em caso de desastre. É especialmente útil para se re-encontrar ou reconetar com os seus familiares imediatos e outros parentes ou amigos que morem nas proximidades.Pode, por exemplo, definir e configurar um ponto de encontro onde todos se encontrarão, trocar informações de contatos de emergência e ajustar quais os items de comunicação de emergência a utilizar, como rádios  CB ou outros tipos de comunicação alternativa.

8. Ter um plano para os seus animais de estimação

Já pensou como vai cuidar de seus animais de estimação, em caso de desastre? Os seus animais de estimação também são da sua família. Ter à mão comida em quantidade suficiente e um plano para transportar os seus animais de estimação em caso de evacuação, é importante. Guarde uma trela e um açaime suplementar para não correr o risco de se esquecer disso nos momentos de maior stress. Medicamentos e um brinquedo podem também ser úteis.  ConclusãoIndependentemente do tipo de desastre ou catástrofe natural ou outra que possa ocorrer, os preparativos acima descritos são aqueles mais falta irão fazer. Esteja preparado para fazer face a uma situação de emergência.
Desta forma poderá, mais facilmente, gerir e ultrapassar uma situação de crise,
proteger-se a si e aos seus familiares.Mochilas de Emergência

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Pandemias

As grandes crises pandémicas da história

É importante ter em conta que bactérias, vírus e outros micro-organismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras, terremotos e erupções de vulcões.

A OMS designa como pandemia, uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, e em múltiplos países de múltiplas regiões ou mesmo em todo o planeta Terra

Eis algumas epidemias e pandemias que ficaram na história

1333 – Peste Negra

Peste negra (ou Morte negra) é o nome pela qual ficou conhecida uma das mais devastadoras pandemias na história humana, resultando na morte de 75 a 200 milhões de pessoas. Somente no continente europeu, estima-se que tenha vitimado pelo menos um terço da população em geral.
A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas existentes em ratos.
A peste bubônica foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo assim a população de ratos urbanos.
Em Portugal, a peste entrou no outono de 1348. Matou entre um terço e metade da população, segundo as estimativas mais credíveis, levando a nação ao caos.

1855 -Peste Negra

A terceira pandemia da peste surgiu na China em 1855, causada pela bactéria “Yersinia pestis” e transmitida por roedores.  Em 1894 ameaçava os europeus de Hong-Kong, o que levou ao envio de equipes de médicos e bacteriologistas para a região.
Estendeu-se depois pelo mundo e, só na Índia, matou dez milhões de pessoas até ao fim do século.
Em 1900, ressurgiu em São Francisco e causou 113 mortos.

1918 – Gripe Espanhola

20 milhões de mortos
A gripe espanhola surgiu em 1918 e espalhou-se por todo o planeta.
Não teve origem em Espanha, mas estima-se que 50% da população mundial foi contaminada.
Foi de longe a mais mortal, provocando cerca de 20 milhões de mortes em todo o mundo. Foi provocada por um vírus do subtipo H1N1.  A gripe espanhola é considerada a pior pandemia da história.

1957 – Gripe Asiática

A gripe asiática foi provocada por um vírus influenza A do subtipo H2N2
Apareceu na China em fevereiro de 1957. Seis meses depois, tinha-se estendido por todos os continentes.
Uma segunda onda da infecção surgiu em 1958. Mais de um milhão de pessoas morreram.

1968 – Gripe de Hong Kong

É do grupo H3N2 e, atualmente, é a variante mais comum da gripe sazonal.
Surgiu na China, em julho de 1968 e passou para Hong Kong, para depois chegar aos EUA, Europa, Sudeste Asiático, Japão, América do Sul e África.
É a causa da gripe aviária e da gripe suína.
Entre um e três milhões de pessoas morreram, delas 30 mil no Reino Unido.

2003 – SARS

A Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) foi detectada na Ásia em 2003.
Foram registados cerca de 8.000 casos e 800 mortos.

2005 – Gripe Aviária

Do tipo H5N1, foi detectado pela primeira vez em Hong Kong em 1997.
A infecção em humanos coincidiu com uma grande epidemia entre as aves, que matou largos milhares.
O pânico superou em muito os efeitos reais. Apenas uma morte por essa causa foi registrada. Foi no Canadá.

2009 – Gripe A

A gripe pandémica de 2009 foi provocada por uma nova estirpe de vírus da gripe que afeta humanos, o vírus da Gripe A-H1N1.
Este surgiu com segmentos de genes de vírus da gripe suína, aves e humano numa combinação que não tinha sido observada antes.
A China fez soar o alarme de novos casos de gripe suína em abril e a primeira morte ocorreu no mesmo mês no México.
Em maio, já tinha chegado a Espanha, que documentou a sua primeira morte em junho.
As estimativas sugerem que este vírus foi responsável por cerca de 18.000 mortes ao longo desse ano.

2012 – MERS

Síndrome respiratória do Oriente Médio (Middle East Respiratory Syndrome, MERS)
O vírus MERS foi detectado pela primeira vez na Jordânia e na Arábia Saudita em 2012. Até o início de 2018, houve 2.220 casos confirmados de MERS e 790 mortes. A maioria ocorreu na Arábia Saudita, onde novos casos continuam a surgir. Também houve casos em países fora do Oriente Médio, incluindo França, Alemanha, Itália, Tunísia e Reino Unido em pessoas que tinham viajado ou trabalhado no Oriente Médio.

Um surto de MERS por coronavírus ocorreu na Coreia do Sul de maio a julho de 2015, depois que um sul-coreano retornou do Oriente Médio. Esse surto envolveu mais de 180 casos e 36 mortes. A maioria dos casos de transmissão de pessoa a pessoa ocorreu em ambientes de cuidados de saúde.

2019 – COVID-19

a decorrerMochilas de Emergência

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Terremoto e tsunami, Japão (2011)

Terremoto e tsunami, Japão (2011)

Ocupando o sétimo lugar como um dos maiores terremotos em intensidade, o sismo de 9 graus na escala Richter originou um tsunami com ondas de 4 metros que destruíram o litoral nordeste do Japão.

O sismo provocou alertas de tsunami e evacuações na linha costeira japonesa do Pacífico e em pelo menos 20 países, incluindo toda a costa do Pacífico da América do Norte e América do Sul.

As ondas do tsunami, com mais de 10 metros de altura, percorreram mais de 10 km de terra.

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De acordo com as autoridades, houve 15 894 mortes confirmadas e mais de 2 500 ainda desaparecidos.Conheça os sismos mais recentes ocorridos no planetaSismos mais recentes

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Quarentena obrigatória

Pode em Portugal ser decretada a Quarentena Obrigatória?

Se uma pandemia atingir Portugal, poderá ser argumento válido para decretar a quarentena
obrigatória?

Em Portugal, não existe nenhum normativo específico sobre a questão da quarentena obrigatória.
A grande maioria dos países da Europa – Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália – possuem legislação que permite o
isolamento/internamento obrigatório.

Oartigo 64.º n.º 1 da Constituição da República Portuguesa (CRP) prevê que: “Todos têm direito à proteção da saúde e o dever de a defender e promover.” Neste sentido, há que assegurar a proteção da saúde e essa tarefa é incumbência do Estado (art. 64.º/3), nomeadamente: “a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;”.

Contudo, a Constituição prevê, no seu artigo 27.º n.º 3 al. h) que: “Internamento de portador de anomalia psíquica em estabelecimento terapêutico adequado, decretado ou confirmado por autoridade judicial competente.” Portanto, só de livre e espontânea vontade podem as pessoas ser submetidos ao internamento.
A título de exemplo, no dia 27 de fevereiro de 2020, os 20 passageiros que chegaram a Portugal oriundos de Wuhan, na China, aceitaram permanecer de quarentena, no hospital, de forma livre e espontânea.

É necessário interpretar a norma do artigo 27.º n.º 3 al. h) da CRP e chegar-se a um entendimento consensual, pois trata-se efetivamente da liberdade da pessoa e da sua restrição.
Faria sentido ser acrescentado na referida alínea o internamento por motivos de saúde pública.

Neusa Ramalho Pito
(Advogada)
nrp-57494L@adv.oa.ptMochilas de Emergência

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Máscaras de Proteção respiratória

Como utilizar as máscaras de proteção respiratória descartáveis

As máscaras de proteção respiratória são usadas para proteção individual e proteção de terceiros de possíveis doenças infeciosas que são transmitidas pelo ar, fluidos corporais e ou matéria particulada.

Em períodos de surtos de doenças sérias, os Departamentos, Direções ou Ministérios da Saúde de cada país podem recomendar que a população em geral use este acessório no dia a dia.

A utilização e manuseamento adequados das máscaras permitem obter o máximo da sua eficiência pelo que é sempre bom saber ou recordar o seguinte:

Colocar a máscara

Treino
Treine primeiro, em local seguro, a colocação e remoção da máscara.

Higienize as mãos
Antes de tocar a máscara limpa,  deve lavar bem as mãos com água e sabonete.
Aplique sabonete nas mãos molhadas e esfregue uma na outra por pelo menos 20 segundos. Depois, enxague.
Limpe as mãos com uma folha de papel e depois descarte-a no lixo.

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Antes de colocar a máscara
Antes de colocar a máscara, inspecione se está danificada.
Nunca use uma máscara rasgada, com defeito, ou já utilizada anteriormente.
Use sempre uma nova.

Segurança
A primeira prioridade deve ser a sua segurança pessoal.
Não deixe que o cabelo, barba, jóias, óculos ou outro adereço estético impeça uma colocação adequada da máscara.

Coloque a máscara na posição correta
Geralmente a extremidade superior da máscara é a que tem um detalhe que se encaixa bem no nariz da pessoa. Portanto, ela deve ficar virada para cima.

Coloque a máscara do lado certo
A parte interna das máscaras é branca, enquanto a externa tem, geralmente, alguma outra cor.

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Tipos de encaixe
Existem diversos tipos de máscaras no mercado, cada um com um método próprio de aplicação.

  • Com alças para as orelhas: algumas máscaras têm duas alças laterais para as orelhas. Geralmente, elas são feitas de algum material elástico. Pegue o acessório pelo elástico, passe um pela primeira orelha e o outro pela segunda.
  • De amarrar: algumas máscaras têm tiras de amarrar na nuca. Geralmente existem dois pares (um em cima e outro em baixo). Pegue na máscara pelas tiras superiores, passe-as para trás da cabeça e dê o nó.
  • Com faixas: algumas máscaras têm duas faixas elásticas que passam para trás da cabeça (sem a necessidade de amarrar). Coloque o acessório no rosto, puxe a faixa superior por cima da cabeça e passe para a nuca. Depois, puxe a faixa inferior com o mesmo movimento.

Ajustes
Ajuste a máscara no rosto e debaixo do queixo. Depois de prender bem a máscara, ajuste-a e cubra a boca e o nariz e passe a parte inferior do acessório por baixo do queixo.

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Tirar a máscara

Higienize as mãos
Seja o que for que estava a fazer com as mãos antes de tirar a máscara,  tem que lavar primeiro as mãos com sabão ou solução alcoólica.

Tire a máscara com cuidado
De forma geral, basta tocar nas pontas e desfazer os nós ou puxar os elásticos.
Não precisa tocar na parte da frente da máscara, porque pode, eventualmente, estar contaminada.

  • Com alças para as orelhas: segure as alças com as mãos e tire-as de cada orelha.
  • De amarrar: use as mãos para desfazer o nó das tiras inferiores e, depois das superiores. Remova a máscara segurando o acessório pelas tiras de cima.
  • Com faixas: use as mãos para passar a faixa inferior por cima da sua cabeça e, depois, repita o processo com a faixa superior. Tire a máscara segurando essa faixa de cima.

Descarte a máscara corretamente
Cada máscara só deve ser usada uma vez. Por isso são descartáveis.
Portanto, descarte o acessório imediatamente depois de tirar. Coloque a máscara num saco plástico e feche-o bem.

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Higienize as mãos de novo
Depois de descartar a máscara, tem de higienizar as mãos mais uma vez para eliminar qualquer resquício de contaminação que tenha ficado na sua pele.Mochilas de Emergência